Governo lança telefone para denúncia de racismo em hospitais e postos

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O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (25), em Brasília, uma campanha para incentivar denúncias de racismo no Sistema Único de Saúde (SUS). O slogan da campanha é: “Racismo faz mal à Saúde. Denuncie!”.

Por meio do número 136, do Disque Saúde, as pessoas poderão denunciar qualquer situação de racismo que tenham presenciado ou sofrido em ambientes da rede pública de saúde.

A ação é feita em conjunto com a Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, e leva em conta casos de racismo informados ao Ministério da Saúde. Dados do ministério demonstram que uma mulher negra recebe menos tempo de atendimento médico do que uma mulher branca.

“Não é o SUS que é racista. O SUS expressa, através dele, aquilo que a sociedade produz”, disse André Bonifácio, Secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, durante o anúncio.

Os profissionais do Disque Saúde passaram por treinamento para identificar denúncias caracterizadas como racismo e, ao serem identificadas, serão direcionadas aos órgãos competentes. Os casos servirão de mote para a criação de novas políticas públicas que impeçam o racismo no SUS.

A campanha está sendo lançada pouco depois do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

“Produzir a igualdade na diversidade que é o grande desafio”, disse o ministro da Saúde Arthur Chioro. “Dados mostram que o preconceito produz mais doenças, mais mortes e sofrimento”, afirmou o ministro.

 

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Saúde dos negros

Através do número 136, a população poderá, ainda, obter informações sobre doenças mais comuns entre os negros e que exigem um maior acompanhamento. Caso do diabetes tipo 2, por exemplo, tem taxa de mortalidade, a cada 100 mil habitantes, de 34,1 habitantes entre os negros, enquanto na população parda, a doença atinge 29,1 habitantes e, entre a branca, 22,7.

A anemia falciforme também é encontrada em maior escala entre a população negra.

O Ministério da Saúde iniciou ainda duas novas ações para reforçar o combate ao racismo no SUS. Em uma delas, mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram inscritos em módulo virtual de educação à distância sobre Saúde Integral da População Negra.

Cem projetos de pesquisa científica voltados para a saúde da população negra foram inscritos em iniciativa conjunta com a CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

A ação também marca os dez anos da Política de Saúde da População Negra. que, segundo a pasta, firmou compromisso para a construção da equidade racial em saúde para a população negra, com atenção às comunidades quilombolas.

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