Falar sobre Câncer é muito importante

cancer-infantil

 

Como ocorre todos os anos no dia 4 de fevereiro, o mundo e, especialmente as instituições de saúde oncologicas, mobilizam-se para realizar uma campanha e disseminar informações sobre câncer nas regiões em que são afetadas. Sempre com um foco na Declaração Mundial do Câncer , o slogan principal da campanha é “Derrube os Mitos”.

Por ser uma doença complexa, existe uma disseminação enorme de conceitos equivocados sobre a doença. Entre os grandes mitos criados em torno do câncer, existem quatro deles que foram selecionados como os principais por atrapalhar o tratamento, a prevenção e o diagnóstico precoce da doença:

Mito 1: Não é necessário falar sobre câncer

Realidade: Apesar do câncer se um tópico difícil de abordar, em particular em algumas culturas e condições, afrontar a doença abertamente pode melhorar os resultados a nível individual, comunitário, e de políticas públicas.

Mito 2: Não há sinais ou sintomas de câncer

Realidade: Para muitos tipos de canceres, há sinais de alerta e sintomas e os benefícios de um diagnóstico precoce são indiscutíveis.

Mito 3: Não há nada que eu possa fazer sobre câncer

Realidade: Há muito o que fazer a nível individual, comunitário e político e, com a estratégia correta, um terço dos canceres mais comuns podem ser prevenidos.

Mito 4: Eu não tenho direito a tratamento de câncer

Realidade: Todos tem o direito a acesso a tratamentos efetivos contra o câncer em igualdade de condições, sem sofrer dificuldades.

 

LEIA TAMBÉM Conheça tipos de câncer que atingem milhares de mulheres

 

Câncer no Brasil

Segundo estimativas do INCA, cerca de 580 mil casos novos da doença são esperados para 2014. A Estimativa 2014 – Incidência de Câncer no Brasil, lançada no ano passado, detalha ainda os cânceres mais incidentes na população brasileira no próximo ano serão pele não melanoma (182 mil), próstata (69 mil); mama (57 mil); cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil) e estômago (20 mil). Ao todo estão relacionados na publicação os 19 tipos de câncer mais incidentes, sendo 14 na população masculina e 17 na feminina. Excetuando-se pele não melanoma, a ocorrência será de 394.450 novos casos, sendo 52% em homens e 48,% entre as mulheres.

O número de casos novos para cada tipo de câncer foi calculado com base nas taxas de mortalidade dos estados e capitais brasileiras (Sistema de Informação Sobre Mortalidade – SIM). A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez uma projeção de 27 milhões de novos casos de câncer para o ano de 2030 em todo o mundo, e 17 milhões de mortes pela doença. Os países em desenvolvimento serão os mais afetados, entre eles o Brasil.

O investimento do Ministério da Saúde na assistência aos pacientes com câncer foi de R$ 2,1 bilhões no ano passado, crescimento de 26% em relação a 2010. A previsão é que, até 2014, o valor alocado no fortalecimento do atendimento em oncologia chegue a R$ 4,5 bilhões.

Hospital de Câncer de Barretos: uma instituição a serviço dos mais necessitados contra o câncer

Segunda etapa do Hospital de Câncer Infantojuvenil foi inaugurada no último ano para melhorar a taxa de atendimento a jovens e adolescentes

A instituição sempre primou pelo atendimento preconizado pelo Mito 04 da lista: atendimento a todos, priorizando assim, aos mais necessitados por realizar seus procedimentos todos 100% SUS. Somente em 2013, o Hospital de Câncer de Barretos realizou 620.849 atendimentos realizados a 107.944 pacientes vindos de 1.655 municípios de todos os estados do país. Além disso, reúne 260 médicos e mais de 3 mil funcionários.

Em 2013, o Hospital passou por um momento especial: a inauguração da segunda etapa do Hospital de Câncer Infantojuvenil. A segunda etapa inaugurou os 27 leitos de internação, 6 leitos individualizados de UTI e o centro cirurgico. Mas além disso, o hospital conta com ambulatórios, salas de infusão separadas por faixa etária, centro de reabilitação, centro de quimioterapia, laboratório de emergência e pronto atendimento 24 horas.

A filosofia do tratamento pediátrico do Hospital segue a mesma linha humanizadora existente na instituição como um todo: acredita na cura psicossocial, ou seja, que o cuidado com as próprias questões sociais e psicológicas do paciente é tão importante quanto o tratamento médico para a melhora de seu quadro clínico. Pensando nesse aspecto, o novo prédio tem estruturas inovadoras para facilitar, dinamizar e tornar mais agradável o convívio das crianças e suas famílias com o ambiente hospitalar.

 

Anúncios