Incêndio em Santos : Fumaça tóxica pode ser prejudicial para quem tem problemas respiratórios

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foto: g1.com

 

Pessoas com doenças alérgicas ou respiratórias crônicas e que estão a menos de cinco quilômetros de distância do foco da fumaça, decorrente do incêndio nos tanques da Ultracargo, devem se precaver para evitar o aparecimento de uma crise. “A inalação de um gás em combustão química em área livre não é perigosa para pessoas saudáveis”, explica o pneumologista Alex Macedo.

Conforme o especialista, não há risco de lesão pulmonar quando o gás tóxico (monóxido de carbono) está em região aberta, misturado com oxigênio. “No entanto, pacientes com histórico de bronquite, asma e enfisema pulmonar devem tomar medidas preventivas e ficar atentos aos sintomas”.

Manter a residência fechada, com panos úmidos cobrindo todas as frestas de portas e janelas, e lavar o nariz várias vezes ao dia com soro fisiológico são medidas básicas, principalmente para os que moram nas regiões da Alemoa, Casqueiro e Saboó. Diante de sinais como tosse, falta de ar e chiado no peito, é importante procurar atendimento médico.

Para o médico intensivista Felipe Piza, do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, que esteve no local do incêndio prestando atendimento principalmente aos bombeiros, provavelmente quem não teve contato direto com a fumaça não terá problemas graves de saúde.

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Mas ainda é cedo para saber quais as consequências do acidente no organismo de quem mora por perto. “Prestamos socorro para cerca de 30 militares expostos à fumaça e fagulhas. Apenas um foi encaminhado para a Santa Casa com lesão na córnea”.

Chuva piora

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o melhor é que não chova enquanto existir fumaça e fogo. “O ideal é que o incêndio termine naturalmente após o término do combustível inflamável (que está alimentando o fogo) e que a fumaça seja dissipada com o vento. Caso contrário, a poluição retida nas nuvens provocaria uma chuva tóxica, que acaba sendo mais prejudicial pelo grande impacto ecológico na região da Serra do Mar”, explica Alex Macedo.

O especialista afirma que, após o término da queima, a poluição ainda pode se perpetuar pelo período de dois a cinco dias. A partir daí, a atmosfera estará limpa.

Fonte: atribuna.com.br

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