Apneia pode afetar a saúde do coração

Conheça os tratamentos para apneia e melhore seu sono

O ronco pode ir muito além do incômodo a familiares e parceiros. Saiba que o ronco é um dos principais sintomas da apneia obstrutiva do sono, doença que pode ter consequências graves, como afetar a saúde do coração. O problema se caracteriza por pausas respiratórias, enquanto o indivíduo dorme. É por essa razão que, quando ocorre com frequência, sobrecarrega o coração.

A sobrecarga cardíaca significa elevações nos batimento cardíacos e na pressão arterial e favorece o aparecimento de doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio, derrame cerebral, hipertensão arterial e arritmias cardíacas.

Mas o problema não causa somente a sobrecarga do coração. A doença também pode provocar cansaço, sonolência diurna, dificuldade de concentração e falta de memória.Porém, com tratamento adequado, todos esses sintomas podem ser revertidos.

Como surge a apneia

Durante o sono, há um relaxamento da musculatura de todo o corpo, inclusive da garganta. Esse processo diminui naturalmente o canal no qual ocorre a passagem de ar do ambiente para os pulmões. À medida em que a pessoa envelhece e ganha peso, a apneia do sono pode aparecer, devido à flacidez dos músculos e do depósito de gordura na garganta.

Em alguns casos, quem sofre com o problema não tem consciência dessa condição e acredita dormir bem. Os sintomas que costumam levar essas pessoas a buscarem ajuda são sonolência diurna, queixas de ronco e pausas respiratórias observadas pelos seus parceiros.

Nem sempre ronco será sinônimo de apneia, mas esse é um grande indicativo de que a pessoa talvez já sofra com o problema. Por isso, diante do ronco, o mais indicado é procurar um médico especialista em sono. Em um consultório especializado, a pessoa relata ao médico as suas queixas diurnas e noturnas.

Tratamento da apneia

O tratamento da doença dependerá da gravidade e dos sintomas do paciente. Além de evitar fatores de risco e hábitos inadequados, o ronco e quadros leves podem ser controlados por meio do uso noturno de um aparelho intra-oral, fonoterapia, cirurgias de garganta ou de avanço mandibular.

Nos casos mais graves, recomenda-se o uso do CPAP, um dispositivo que consiste em um compressor de ar conectado a uma máscara utilizada enquanto o indivíduo dorme. Ele mantém a garganta aberta durante o sono e evita que o distúrbio ocorra.O acompanhamento conjunto de um médico especialista e um fisioterapeuta, com experiência em distúrbios do sono, é essencial para facilitar a adaptação e adesão do paciente ao tratamento. Segundo ela, também vale lembrar que a obesidade está relacionada ao desenvolvimento da apneia. Por isso, a perda de peso, quando necessário, deve ser incentivada.

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Prevenção do problema

Você pode ter alguns cuidados para prevenir o problema. Confira:

1. Rotina 

Mantenha horários regulares para dormir e acordar. 

2. Sono

Tente dormir pelo menos sete horas por noite. Os distúrbios do sono provocam sonolência diurna.

3. Vícios

Diminua ou evite ingerir álcool antes de ir par a cama. Ele provoca maior relaxamento muscular e facilita a ocorrência das apneias. Opte por alimentos leves à noite. Também evite fumar.

4. Atividades

Faça exercícios físicos regularmente.

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