Entenda como funciona a vacina contra HPV

O que é o HPV?
O papilomavírus humano (HPV) é um vírus que infecta a pele e mucosas e pode causar câncer do colo de útero e verrugas genitais.  Ele é altamente contagioso, e a sua transmissão acontece principalmente pelo contato sexual.

Como a vacina age?
Ela protege contra os tipos 6, 11,16 e 18 de HPV. Os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos cânceres de colo do útero e os tipos 6 e 11, por 90% das verrugas genitais.

A vacina é eficaz?
Sim. Estudos com mais de 20 mil mulheres atestaram a eficácia da vacina antes de ela entrar no mercado. Países na Europa e nos Estados Unidos já estão verificando uma redução da prevalência dos casos de câncer de colo de útero na população vacinada.

Médicos ressaltam, porém, que mesmo mulheres que tomam a vacina devem continuar fazendo exames preventivos como o papanicolau.

A vacina é voltada apenas para meninas que já iniciaram a vida sexual?
Não. Quanto mais precoce a aplicação, melhores são os resultados. Segundo os especialistas, a teoria de que a vacina poderia antecipar a vida sexual ou incentivar comportamento de risco foi cientificamente descartada.

A vacina é oferecida gratuitamente para meninas de qual idade?
A vacina é oferecida no sistema público para meninas de 9 a 13 anos. Mulheres com HIV entre 9 e 26 anos também têm direito a se vacinar.

A vacina é segura?
Sim, os estudos existentes apontam que ela é segura.

A vacina pode causar algum efeito colateral?
Os efeitos colaterais são pouco frequentes (ocorrem em 10% a 20% dos casos) e leves: dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção. Segundo os especialistas, mais de 200 milhões de doses já foram aplicadas em todo o mundo e não houve nenhum evento colateral grave associado à vacina.

Em 2014, algumas adolescentes de Bertioga (SP) relataram que desmaiaram e tiveram paralisia nas pernas depois da vacinação. A vacina contra o HPV pode ser a causadora?
Na época, após as jovens passarem por exames neurológicos, a secretaria de Saúde do Estado de SP descartou qualquer relação dos sintomas com a vacina. Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, o que ocorreu foi uma reação de ansiedade pós-vacinação, que não é incomum em pessoas dessa faixa etária. “A causa, portanto, não foi a vacina, mas o ato de vacinar”, afirma.

A vacina pode causar infertilidade?
Não. Correntes antivacina costumam citar um trabalho australiano que relata um caso de falência ovariana em uma adolescente que tomou a vacina do HPV. Mas, segundo os especialistas, não foi demonstrado que a vacina foi a causadora do problema, e a associação causal entre as duas coisas é incorreta. Os médicos afirmam que não houve nenhum caso comprovado no mundo de infertilidade devido à vacina.

Para que servem a segunda e a terceira doses?
A segunda e terceira doses reforçam a proteção. No caso das garotas menores de 15 anos, duas doses são protetoras e a terceira pode aumentar a eficácia em longo prazo. As maiores de 15 anos devem, necessariamente, receber três doses.

Quando é preciso tomar a segunda e a terceira doses?
Segundo o esquema adotado pela rede pública brasileira, a segunda dose deve ser tomada seis meses após a primeira. Já a terceira dose deve ser tomada 60 meses (ou seja, 5 anos) após a primeira dose. Quem não tomou a segunda e a terceira doses no período indicado pode tomar mesmo assim.

Onde é possível tomar a vacina?
A vacina contra HPV está disponível em 35 mil salas de vacinação pelo país, localizadas em lugares como as UBSs (unidades básicas de saúde) e hospitais.

Arte HPV - vale este (Foto: G1)
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