Dia mundial sem tabaco: Número de fumantes cai 30,7% em nove anos no Brasil

Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde revelam que 10,8% dos brasileiros com mais de 18 anos são fumantes. Em 2006, quando a pasta começou a acompanhar a prevalência de tabagismo no país, 15,6% da população fumava. Desde então, o número de fumantes registrou queda de 30,7%.

Apesar da redução, a prevalência de tabagismo permanece maior entre os homens: a taxa era de 19% em 2006 e foi para 12,8% em 2014. Entre as mulheres, o índice caiu de 12% para 9% no mesmo período.

Os números fazem parte da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Segundo o levantamento, Porto Alegre foi a capital com maior índice de tabagismo no país, com 16,4%. Já São Luis foi a capital que registrou a menor prevalência de fumantes, com 5,5%.

Um dos principais motivos para a queda do consumo de tabaco no Brasil foi o aumento do preço do cigarro. Entre os fumantes, 62% responderam que já pensaram em parar de fumar devido ao valor do produto.

Além disso, o preço alto também está relacionado à redução do fumo entre os jovens, já que cerca de 80% dos fumantes iniciam o hábito antes dos 18 anos. Segundo o Vigitel, o consumo de cigarro entre pessoas de 18 a 24 anos é de 7,8%. Entre os mais velhos, com idades entre 45 e 54 anos, esse número sobe para 13,2%.

“A política de preços é determinante para coibir o uso e a iniciação ao tabagismo. Outras ações importantes são a proibição da propaganda do cigarro e do fumo em ambientes coletivos, além da oferta crescente de tratamento para quem quer deixar de fumar”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Outro estudo, realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), mostrou que houve um aumento no número de brasileiros que consomem cigarros de origem ilícita. Em 2008, 2,4% dos fumantes obtinha cigarro do mercado ilegal. Em 2013 o percentual passou para 3,7%.

“A redução do consumo de cigarro deve ser comemorada, mas o crescimento do consumo de cigarros ilícitos merece atenção. Sendo legal ou ilícito, o cigarro faz mal à saúde e precisa ser combatido”, disse Chioro.

O tabagismo é um fator de risco para o desenvolvimento de vários tipos de câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. No Brasil, o tabagismo é responsável por 200 000 mortes por ano. Atualmente, o consumo do tabaco continua sendo a principal causa de mortes evitáveis.

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