Antiácidos podem aumentar risco de crise cardíaca

Certos medicamentos que reduzem a acidez do estômago podem estar ligados ao aumento de 16 a 21% do risco de um ataque cardíaco, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira (10). Conhecidas como inibidores da bomba de prótons (IBP), tais como Nexium, Prilosec ou Prevacid, essas drogas estão entre as mais prescritos do mundo e representam um mercado de 14 bilhões de dólares, afirmaram os autores da pesquisa da Stanford School of Medicine, na Califórnia. Eles são eficazes para reduzir a acidez do estômago e evitar o refluxo gastroesofágico.

“A relação que constatamos entre o uso destes medicamentos e o aumento do risco da crise cardíaca não prova em si mesmo uma relação de causa e efeito”, argumentou Nigam Shah, professor adjunto de informática biomédica da Universidade de Stanford e um dos autores da pesquisa.

Mas insistiu que, visto que a pesquisa foi realizada com base em históricos médicos eletrônicos de quase três milhões de pessoas, e após rastrear minuciosamente bilhões de dados médicos, este vínculo deveria ser considerado algo sério, sobretudo tendo em conta que muitos destes antiácidos estão disponíveis sem receita médica.

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Nos Estados Unidos, os médicos fazem mais de cem milhões de receitas médicas por ano para estes antiácidos considerados inofensivos – salvo para as pessoas que tomam o anticoagulante Plavix -, indicaram os pesquisadores, cujo estudo foi publicado na revista norte-americana PLOS ONE.

“Estes medicamentos não são tão seguros quanto pensamos”, comentou Nicholas Leeper, professor adjunto de cirurgia cardiovascular da Universidade de Stanford, principal autor do estudo.

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