Por quê é preciso ter cuidado na hora de oferecer sucos para a criança?

Entenda por que eles não são uma boa opção para o seu filho

Tão natural quanto o fato de que o bebê deve se alimentar exclusivamente com o leite materno nos seis primeiros meses vida é a ideia de que os suquinhos de frutas são os primeiros a fazer parte da nova dieta do pequeno. Gostosos, naturais e de fácil ingestão, eles são a opção perfeita para introduzir os baixinhos no mundo dos vegetais, certo? Errado! Ao oferecer o suco, a mãe está perdendo a oportunidade de dar a fruta para o seu filho, que tem mais fibras e vitaminas, além de estimular a mastigação.

O problema é que, não raro, a bebida é dada para os bebês no lugar da fruta in natura. Mais: algumas mães chegam até a substituir a água ou uma refeição pelo líquido. Foi a partir dessa constatação que, em 2012, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) resolveu incluir em seu manual de nutrologia a recomendação de evitar a oferta do suco natural para crianças a partir de 6 meses. Ele não é proibido, mas seu consumo acaba sendo exagerado e tomando o lugar de outros alimentos.

TESTES DE PATERNIDADE EM ATÉ 5X NO CARTÃO;

Outras desvantagens

Embora a SBP não proíba os sucos, há quem defenda que a bebida deve passar, sempre que possível, bem longe da boca dos pequeninos. E o primeiro motivo é reduzir o consumo de calorias e evitar, assim, a obesidade infantil. Do ponto de vista nutricional, trata-se de um alimento com uma carga calórica muito grande e que não pode ser reduzida. Para fazer um suquinho de laranja, por exemplo, vão de 2 a 3 unidades da fruta. Ao chupar alguns gominhos, o bebê certamente não vai ingerir tudo isso.

Outro ponto que depõe contra os líquidos das frutas é o fato de que, ao tomá-los, o pequeno não exercita importantes funções do seu desenvolvimento, como mastigar e engolir. Se ele começa tomando suco e mamadeira, fica muito mais difícil se acostumar a comer mastigando. Além disso, ao consumir a fruta, o bebê sente melhor a consistência do alimento, seus sabores e texturas – e aí, a chance de tomar gosto pela coisa é bem maior.

Quando não tem jeito

Mas e nos aniversários de criança? E quando não houver uma fruta à mão? Calma. É claro que, em situações como essas, o suco natural está liberado. Aliás, é uma opção bem mais saudável do que as versões industrializados ou, pior, os refrigerantes. Apenas tome cuidado para não exagerar: 150 ml (ou menos de 1 copo) é mais do que suficiente.

Segundo o manual da SBP, o melhor momento para o pequeno tomar a bebida é após as refeições. Isso porque a vitamina C – que está na maioria das frutas – facilita a absorção do ferro inorgânico, presente em alimentos como o feijão e as folhas verde-escuras. Mas isso também acontece se a criança comer a fruta.

Outra dica para deixar o suco mais saudável é não coá-lo. Assim, as fibras permanecem intactas, promovendo mais saciedade. No caso dos bebês que têm intestino preso, essa é uma boa estratégia para melhorar a digestão. Mas lembre-se: comer a fruta é sempre uma escolha melhor.

Não desista no primeiro abacaxi

É normal os pequenos fazerem cara feia ao estranharem o sabor ou a textura de uma fruta que estão comendo pela primeira vez. Mas isso não significa que você deve partir para os sucos. Raspar ou amassar a fruta são boas opções. Experimente também começar com tipos mais fáceis de serem consumidos. Manga, pera e mamão são alguns exemplos. E lembre-se: respeite o tempo do seu filho. É uma questão de treino. Aos poucos, ele já vai estar comendo tudo.

Anúncios