Consumo excessivo de álcool pode desencadear arritmia

A fibrilação atrial é um tipo de arritmia cardíaca que costuma aparecer mais em datas festivas, isso, porque, normalmente os sintomas aparecem após a ingestão de álcool em excesso. O problema ocorre quando o coração se contrai de maneira irregular, prejudicando o bombeamento do sangue.  

Em casos mais graves, a condição pode fazer com que o sangue não seja completamente expulso do coração, aumentando o risco de formação de coágulos nos vasos. O perigo da doença está na possibilidade desses coágulos saírem do local onde foram formados e irem ao cérebro, por exemplo, provocando um AVC.

Em 1987, médicos americanos observaram que a maioria dos pacientes que procuraram atendimento no Natal tinham algo em comum: sintomas associados à fibrilação atrial. Por esse motivo passaram a chamar a doença, quando desencadeada neste contexto – em que normalmente se ingere mais álcool – de Holiday Heart Syndrome, que em português pode ser traduzido como Síndrome do Coração Festivo.

Uma analise de um apanhado de 14 estudos feita pela Universidade de Tsukuba no Japão, sugere que quem toma bebida alcoólica em excesso de forma regular tem uma tendência a apresentar fibrilação atrial até 50% maior que pessoas que não bebem ou bebem pouco.

O excesso de cafeína também pode levar a uma crise de arritmia cardíaca em pessoas com fibrilação atrial. Por isso, é importante que esses pacientes se atenham a pequenas quantidades, como o as presentas em uma xícara de café, pois estas não ameaçariam a sua saúde. O perigo está em bebidas com concentrações muito altas de cafeína, como os energéticos. Hoje, além disso, é muito comum a associação de energéticos e bebidas de maior teor alcoólico em festas.

REALIZE SEUS EXAMES COM SEU CARTÃO FIDELIDADE E GANHE 50% DE DESCONTO;

Pacientes com o problema ou que tenham uma sensibilidade individual muito alterada ao álcool podem optar pela por abstenção total da bebida, uso de certas medicações antiarrítmicas ou de procedimentos como a ablação por cateter – uma microcirurgia que cauteriza os focos mais comuns de fibrilação atrial.