O que o pilates pode fazer o seu corpo

Angélica, Kate Hudson e Izabel Goulart fazem parte do time das famosas adeptas do Pilates,uma técnica que alia exercícios de fortalecimento, flexibilidade e respiração para corrigir a postura e desenhar o corpo, bem diferente do que estamos acostumadas a ver nas academias. Em vez de séries, as alunas seguem uma única sequência de cada movimento. Assim a prática é realizada com maior consciência, além de haver a supervisão do instrutor que está sempre por perto, o que evita lesões musculares e melhora a performance.

Existem algumas variações e, entre as mais populares estão o Pilates solo – com exercícios que utilizam muito mais o peso do próprio corpo e acessórios como, por exemplo, o bosu, a bola terapêutica, elásticos e o magic circle – e o Pilates com aparelhos que possuem molas, curtas e longas, e de leve, média e alta resistência, que, como os halteres, geram maior dificuldade aos movimentos. Associá-las pode ser muito prazeroso e benéfico para quem pratica. Descubra o que o Pilates pode fazer pela sua saúde:

#1 Melhora a postura e dá flexibilidade

Os exercícios de Pilates estimulam o alinhamento da postura desde a região pélvica, subindo pela coluna lombar, torácica até a cervical, além das escápulas. A postura tem que ser mantida durante a realização dos movimentos, respeitando as curvaturas naturais da coluna (cifoses e lordoses) e o posicionamento adequado destas estruturas, a fim de evitar lesões.

#2 Trabalha respiração, equilíbrio e concentração

A respiração pelo diafragma – aquela que leva o ar para a base dos pulmões e atua na estabilização lombo-pélvica e no alívio da tensão e do stress – é estimulada no Pilates, coordenando com os movimentos da prática. Para que o Pilates seja executado com perfeição nada melhor que concentração, pois a aluna tem que realizar o movimento com resistência, associar a respiração, manter a postura e equilíbrio.

#3 Dá consciência e controle corporal

No Pilates, os movimentos são realizados de forma lenta e fluida, respeitando todas as fases da contração e do alongamento muscular. Existem exercícios que dependem de equilíbrio, força e flexibilidade associados. Sem controle, o movimento será mal executado, levando em consideração que na maioria dos exercícios é preciso manter postura de alongamento e realizar força ao mesmo tempo, além de manter a ativação do power house.

E se você nunca ouviu falar em “power house”, a fisioterapeuta explica o que é: Um conjunto de musculaturas, a casa da força do nosso corpo, localizado na região lombo-pélvica. Esse grupo é composto pelo diafragma, assoalho pélvico e transverso do abdome. Essas musculaturas profundas atuam em conjunto na estabilização dessa região, gerando consequentemente a estabilização de quadril e ombros.

#4 Mais tônus muscular

Embora a maioria dos exercícios ative mais do que uma região, a parte do corpo mais trabalhada no Pilates é… O tronco, devido à respiração, a ativação do power house e a manutenção da postura.

#5 É para pessoas de todas as idades, inclusive com necessidades especiais

Crianças, idosos, gestantes, portadores de deficiência visual, auditiva e motora, pacientes em fase pós-operatória, desde que com liberação médica… Todos podem praticar Pilates. Lembrando que uma avaliação completa da paciente/aluna deve ser feita para que sejam tomadas as devidas precauções e para que haja um objetivo a ser seguido.

#6 Dá para fazer em casa

Dá para reproduzir alguns exercícios realizados em aula: Contanto que sejam respeitados os princípios básicos e que a pessoa tenha um instrutor e os acessórios (pelo menos elásticos e bola) é possível, sim, realizar o Pilates em casa.

#7 As gestantes podem praticar numa boa, se liberadas pelo médico

O Pilates pode contribuir muito para a qualidade de vida das mulheres grávidas e que tiveram um bebê recentemente. As gestantes realizam exercícios de mobilidade pélvica que podem reproduzir durante o trabalho de parto, diminuindo as dores e acelerando o nascimento. A respiração incentivada durante o Pilates também será importante ao dar à luz, pois ajuda a relaxar os músculos do assoalho pélvico para a passagem do bebê. Na fase pós-parto, a prática pode auxiliar o retorno do corpo ao que era antes, além de manter a força dos membros superiores, já que a mãe terá que carregar o bebê nas atividades do dia.

#8 Recomendado para tratar de problemas de coluna e na reabilitação do câncer de mama

Muitas pessoas descobrem os benefícios do Pilates por indicação médica, já que os exercícios podem aliviar os sintomas de problemas como hérnia de disco, lombalgia, lesões em joelho, quadril e ombro e escoliose. O treino muscular associado à respiração mantém a calma, concentração e promove estabilização lombar necessária para prevenir e tratar lombalgias.

Os fisioterapeutas, com o auxílio das técnicas de Pilates, também podem atuar no tratamento e na reabilitação pós-câncer de mama, principalmente no período pós-cirúrgico, durante a recuperação da amplitude de movimento do braço afetado. Após a liberação médica, também é possível iniciar um trabalho de ganho de força.

Como não há regulamentação, e vários profissionais que trabalham com o corpo humano como dançarinos, educadores físicos, e fisioterapeutas podem fazer o curso de Pilates e ministrar aulas, é importante procurar o tipo de instrutor que atenda melhor as suas necessidades. É importante salientar que, se a pessoa precisa do Pilates para algum tipo de tratamento ou acompanhamento específico, deve procurar por instrutores fisioterapeutas.

E a pergunta que não quer calar: Pilates emagrece?

Não, o Pilates não emagrece. Para conseguir a diminuição de peso, o correto é associar exercícios aeróbicos à reeducação alimentar. O Pilates melhora posturas inadequadas que podem gerar a aparência de uma barriguinha saliente, além de estimular a tonificação muscular, desenhando suas curvas, o que é diferente da hipertrofia que pode ser obtida na academia. A tonificação dos músculos faz com que o corpo se torne mais modelado. O tempo para observar resultados vai depender da frequência semanal, da seriedade do instrutor em seguir os princípios, e da presença ou não de lesões ou patologias associadas.