Novembro azul: conheça alternativas de tratamento

O câncer de próstata é o tipo de câncer mais prevalente em homens no mundo e, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é uma doença progressiva. Muito se fala sobre o diagnóstico, temido pelos homens que têm receio de fazer o exame de toque retal. Contudo, a maioria dos especialistas confirma a necessidade de passar pelo procedimento para se obter a certeza do diagnóstico. Checar o volume da próstata é fundamental para definir se haverá cirurgia ou não.

O exame de toque retal acaba sendo a única maneira de fazer esse tipo de constatação a respeito do volume. Já passou da hora dos homens abrirem os olhos para a necessidade de fazer esta sondagem periodicamente. Como urologistas, além de fazermos o exame no paciente, temos a missão de educar a população. Já o exame PSA (antígeno prostático específico), deve ser usado para apontar a evolução do tumor na próstata.

Quando se trata de fazer o tratamento, surge outra polêmica: cirurgia ou não? O tratamento cirúrgico pode trazer uma série de consequências para a vida do homem, como a incontinência urinária, o estreitamento da uretra – que dificulta o ato de urinar e a dificuldade de ereção. Por isso, a escolha e necessidade é questionada de acordo com o caso. Para homens acima dos 65 anos o tratamento é facultativo e envolve uma série de fatores. Se a doença for agressiva ela deve ser tratada. O tratamento tem restrições, mas cabe ao paciente, juntamente com o médico, decidir.

As doenças de baixo risco não precisam ser tratadas e podem ser enquadradas no rastreamento. De acordo com estudo europeu realizado em 2009 (Schroder), o rastreamento do câncer de próstata representou a redução de 31% na mortalidade da amostragem.

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