Ter um bicho faz bem à saúde

Ter um bicho faz bem à saúde

Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) atesta categoricamente: ter um bicho de estimação, em especial um cachorro, reduz a probabilidade de sofrer um piripaque cardíaco. Na última década, travamos conhecimento de diversos estudos associando os pets a um menor risco cardiovascular. Um desses trabalhos, feito na Austrália, analisou 5 741 pessoas e detectou que os donos de animais apresentam níveis de pressão arterial e gordura no sangue significativamente mais baixos do que os sujeitos sem um bicho em casa.

Outras pesquisas, que sedimentam a declaração da AHA, ajudam a entender achados como esse. Elas revelam que ter um cão nos deixa menos sedentários, por exemplo. Brincar e passear com o amigo quadrúpede torna as pessoas até 70% mais propensas a bater a meta recomendada de exercícios – no mínimo meia hora por dia, cinco vezes por semana. Já faz diferença para afugentar ameaças aos vasos sanguíneos, como colesterol alto e hipertensão.

Mas as vantagens não se restringem ao incentivo para hábitos saudáveis. A convivência afasta a solidão, reduz a tensão e injeta felicidade. Bastam 20 minutos de interação com o mascote (cachorro, gato, papagaio…) para uma cascata de neurotransmissores e hormônios inundar nosso corpo. Testes feitos pelo zoólogo sul-africano Johannes Odendaal registraram aumento na liberação de dopamina e endorfina (prazer), ocitocina (afeto) e feniletilamina (um antidepressivo natural).

Agora estão surgindo pistas de que a convivências com bichos também deixa nosso sistema de defesa esperto – e essa influência, claro, seria mais impactante na infância. Diferentemente do que já se imaginou, a companhia de cães e gatos não eleva o risco de alergias em si, e inclusive protegeria crianças pequenas de infecções. A imunidade se desenvolve mais precocemente quando se tem contato com os animais.

Ele pede muita atenção

Para retribuir todo o benefício da convivência, devemos dar carinho e prezar alguns cuidados

Comes e bebes: animais em geral precisam de livre acesso a água, que deve ser trocada regularmente. Na alimentação, o conselho é priorizar as rações de acordo com o porte. Comida natural está liberada se o veterinário autorizar.

No chuveiro: banhos são bem-vindos, mas no máximo uma vez por semana – e com produtos específicos. Tosas higiênicas, que compreendem apenas barriga, genitais e focinho, são recomendadas a cada 15 dias em algumas raças.

Olá, doutor: o ideal da prevenção já chegou ao consultório veterinário. Então leve o animal uma vez por ano, inclusive para ter orientações sobre antipulgas e vermifugações. Bichos idosos dependem de um checkup mais frequente.

Picadas do bem: há um esquema de vacinas para os pets novinhos, crucial para prevenir infecções fatais. Certos imunizantes, como o da raiva, exigem reforço anual. O veterinário dá recomendações específicas sobre o calendário individual.

Festa todo dia: é essencial criar um espaço gostoso para o pet brincar e se exercitar – mesmo quando não estamos por perto. Brinquedos e prateleiras são venerados pelos gatos, enquanto os cães se divertem com bolinhas e correrias ao ar livre.

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