Novas regras para a cirurgia bariátrica

Cirurgia bariátrica

Pra começo de conversa, todo indivíduo com o índice de massa corporal acima de 40 — calcule o seu IMC dividindo o peso, em quilos, pela altura, em metros, ao quadrado) pode realizar a operação. Isso, aliás, não mudou. Só que, se antes o pessoal com IMC entre 35 e 40 só se submeteria ao tratamento se apresentasse uma ou outra doença específica (como diabete tipo 2, hipertensão e apneia do sono), agora essa lista de enfermidades cresceu significativamente. Veja abaixo como ficou essa indicação:

Antes da resolução
Só pacientes com IMC maior que 35 kg/m² e afetados por comorbidades que ameacem a vida: diabete tipo 2, apneia do sono, hipertensão, dislipidemia, doença coronária, osteoartrite e outras

Depois da resolução
Além das citadas acima, foram contempladas doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio, angina, insuficiência cardíaca congestiva, acidente vascular cerebral e fibrilação atrial. Ainda estão incluídos no rol: asma grave não controlada, hérnias discais, refluxo gastroesofágico com indicação cirúrgica, pancreatites agudas de repetição, esteatose hepática, incontinência urinária de esforço na mulher, infertilidade, disfunção erétil, síndrome dos ovários policísticos, veias varicosas e até estigmatização social e depressão.

E a questão da idade?

As recomendações atuais são um pouco mais cautelosas com os pacientes entre 16 e 18 anos. A partir de agora, certas regras devem ser cumpridas. A mais simbólica é a exigência de um pediatra na equipe multiprofissional que atenderá o jovem. Ainda segundo a nova resolução, meninos e meninas com menos de 16 anos só deveriam realizar uma cirurgia bariátrica dentro de um programa experimental aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisas.

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