O que a mudança de horário pode interferir na sua saúde

À zero hora deste domingo (21), os relógios deverão ser atrasados em 1 hora em 10 estados brasileiros, além do Distrito Federal, por causa do horário de verão.

Como o horário de verão afeta o seu organismo

Com o horário de verão e o adiantamento dos relógios em uma hora, as pessoas dormem antes do habitual e acordam uma hora mais cedo. A alteração do horário de sono, segundo especialistas, pode trazer alguns prejuízos, como sonolência durante o dia, insônia à noite, cansaço e falta de apetite.

Isso acontece porque, em condições normais, os diversos ritmos do nosso organismo estão sincronizados entre si, também aos ambientes de claridade e escuridão que se sucedem ao longo do dia.

Essa confusão que acontece no nosso organismo é um fenômeno que os médicos chamam de “desordem temporal interna”. O organismo tende a sincronizar seus ritmos ao novo horário, mas cada ser humano tem uma velocidade própria de ajuste. Depois de alguns dias, a maioria das pessoas se adapta ao novo horário.

Para algumas pessoas, uma hora a mais significa apenas uma chance de turbinar as atividades diárias. Essas diferentes reações são decorrentes da mudança do relógio biológico e de alterações hormonais de cada um.

Mas a consequência da mudança de horário, para a grande maioria, são quadros de sonolência, irritabilidade e mau humor pela manhã.

Quando você adianta em uma hora o relógio, a tendência é se sentir pesado nos primeiros dias. Até porque dificilmente alguém vai dormir uma hora mais cedo. Acordar com o dia ainda escuro também afeta a secreção do hormônio melatonina, acionado pela falta de luz, alterando o metabolismo.

Os hormônios são regulados pelo ritmo do dia, pela claridade do sol e pela escuridão da noite. Com o horário de verão pode haver atraso nessa secreção, causando sonolência por alguns dias, o que pode ser perigoso para quem precisa estar alerta no trabalho.

Para evitar a sonolência e o mau humor, a dica é dormir pelo menos dez minutos mais cedo a cada dia, durante dez dias. A adaptação lenta e gradual segue o mesmo ritmo do relógio biológico, sem causar reações no organismo.

O ideal é manter também a qualidade e a regularidade do sono, seguindo alguns hábitos. Escolha um ambiente escuro, silencioso, com boa temperatura todos os dias. Mas evite fazer exercícios três horas antes de dormir, ingerir cafeína e comida pesada.