Como proteger bebês e crianças da gripe H1N1

Bebê recebendo vacina

O papel dos pais

As crianças têm um sistema imunológico em desenvolvimento. Isso significa que eles têm menos defesas. Por exemplo, quanto maior a criança é, menor o numero de infecções por ano. Exatamente por este motivo, os pequenos figuram o grupo de risco de contágio.

Para evitar a doença, alguns cuidados são necessários. A especialista alerta que, primeiro de tudo, é importante não entrar em pânico e encarar o problema com uma gravidade correspondente – sem excessos. A ansiedade dos pais pode afetar as crianças e elas já lidam com muitas outras atribuições.

Partindo desta ideia, é interessante começar pela vacinação. Ela pode ser feita em crianças acima de 6 meses de idade. A vacina quadrivalente é indicada para maiores de 3 anos. Todas as crianças abaixo de nove anos de idade, que estejam tomando a vacina para Influenza A H1N1 pela primeira vez, devem receber duas doses com um mês de intervalo.

A vacina trivalente compreende duas cepas do vírus Influenza A e uma cepa do vírus Influenza B. A tetravalente contempla duas cepas de Influenza A e duas de Influenza B. A cepa para H1N1 está presente nas duas vacinas.

Segundo Denise, há um grande equívoco quando o assunto é se vacinar e devemos prestar atenção nele. Em 2009, soubemos do H1N1, um tipo de Influenza A. De repente, por uma série de motivos e até pela falta de informações, as pessoas pararam de aderir à vacinação, o que é um grande erro. Por outro lado, segundo ela, quem se vacinou no ano passado não precisa se desesperar, mas deve tomar novamente.

Vacina aplicada, é hora de ter uma conversa em casa. Explicar à criança os malefícios de estar doente e como ela pode se proteger fora de casa são pautas essenciais. Se for mais independente, de acordo com a idade, diga para evitar conversar muito perto dos amiguinhos e não compartilhar garrafas, talheres e lanches.

O papel das escolas

Já para as escolas e creches, cabe a função de administrar o problema. O papel do colégio, mais do que informar, porque isso vem tardiamente, é recusar a entrada desta criança com os sintomas da doença e orientar os pais a mantê-la em casa. Expor, minimamente, ao ambiente coletivo já é um risco. Entendo que é difícil impedir que a família, cheia de compromissos e preocupações, deixe o filho, mas é importante. Além disso, esse pequeno precisa descansar.