Andar, correr ou dançar: todos são ótimos para o cérebro!

Com as novas tecnologias e avanços da medicina, a expectativa de vida mundial aumenta a cada dia. E, apesar de algumas estimativas indicarem que os índices de demência no mundo devem triplicar nos próximos 35 anos, um estudo publicado em março no Jornal da Doença de Alzheimer revela algo positivo: quem pratica caminhada, ciclismo, natação, dança e até mesmo jardinagem pode reduzir o risco de desenvolver a doença.Ballet Fitness

Não é de hoje que o exercício é considerado uma boa maneira de melhorar a capacidade mental dos idosos. No entanto, uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, iniciada em 1989, avaliou quase 6.000 homens e mulheres mais velhos. Os participantes tiveram que realizar testes médicos e cognitivos, preencher questionários sobre suas vidas e atividades físicas e também de seus cérebros.

Os exames mostraram que os indivíduos ativos aumentaram significativamente o volume de massa cinzenta no cérebro (responsável pela memória e coordenação motora). Ao mesmo tempo, aqueles que aumentaram a quantidade de atividade física durante um período de cinco anos (desde o início da pesquisa) apresentaram elevados níveis de substância cinzenta. Além disso, as pessoas que praticavam atividade física com frequência reduziram em 50% as chances de experimentar um declínio da memória ou desenvolver Alzheimer.

Para Cyrus Raji, que conduziu o estudo, se você deseja melhorar o funcionamento do seu cérebro, o importante é se manter sempre ativa. Ele ressalta que a “atividade física” é um termo que inclui caminhar, correr, andar de bicicleta, praticar jardinagem, fazer dança de salão e outras atividades recreativas que promovem a queima de calorias. Vale ressaltar que quantidade ideal e tipo de atividade para reduzir a perda de memória ainda são desconhecidos. Mesmo assim, o resultado já serve de incentivo para você ir correndo para a academia, não?