H1N1 2016: O que é preciso saber sobre a gripe fora de hora

Enquanto todos estavam preocupados com dengue, Zika vírus e chikungunya, um surto de gripe chegou de surpresa. Em geral, o maior número de casos de gripe acontece no inverno, razão pela qual a vacinação acontece no outono. No entanto, nas últimas semanas do verão e no início do outono, observou-se um aumento inesperado de casos de influenza A (H1N1), principalmente em São Paulo.

Sobre a H1N1

A gripe é causada por três tipos de vírus influenza: A, B e C – sendo este último responsável por doença mais branda. Há diferentes subtipos de influenza A, que são nomeados de acordo com o local de origem, o ano de isolamento e suas proteínas hemaglutinina e neuraminidase.

A influenza é doença altamente contagiosa, que é transmitida por gotículas, ou seja, tosse e espirro. Cobrir a boca ao tossir, de preferência com lenço descartável, manter as mãos sempre lavadas e evitar contato com pessoas com sintomas de gripe sãos medidas protetoras adicionais à vacina.
Em média, o período entre entrar em contato e adoecer é de dois dias. Um dia antes de ter sintomas a pessoa doente já pode infectar outras pessoas e, em geral, deixa de infectar outras pessoas em cinco a sete dias após apresentar os sintomas.

Sintomas

Febre, dores no corpo, mal estar, tosse, coriza, dor de cabeça, dor de garganta e eventualmente diarreia são os sintomas mais frequentes. Na maioria das vezes a gripe não passa de um mal-estar intenso que provoca faltas ao trabalho e incapacidade para as atividades rotineiras.

De forma menos comum e em especial em bebês, idosos, pessoas com doenças cardiopulmonares, gestantes, obesos e pacientes imunodeprimidos, a influenza pode acarretar doença grave, com comprometimento severo dos pulmões, situação esta chamada de síndrome respiratória aguda grave. Muitas vezes, estes casos requerem cuidados em ambiente de terapia intensiva, com risco de morte.

Por esta razão, pessoas destes grupos ou qualquer pessoa com sintomas de gripe associadas a falta de ar devem procurar atendimento médico sem demora.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é feito através de exame colhido na garganta, que permite identificar a presença de H1N1. Quando indicado, o tratamento específico deve ser iniciado, ainda que o resultado do exame não seja disponível ou mesmo se o exame não pôde ser colhido.

Vacina e medicamentos

A vacina da gripe oferecida nos últimos anos durante a campanha do Ministério da Saúde é direcionada para o H1N1 e para os causadores de influenza de cada ano (influenza sazonal), ou seja, a cada ano a vacina é diferente e por esta razão deve ser sempre repetida.

O medicamento específico para influenza é disponibilizado pela Secretaria da Saúde. Assim, embora o remédio eventualmente não esteja facilmente disponível para compra, ele está disponível nas unidades de saúde públicas e privadas.

Como evitar a H1N1

Manter a vacina em dia, reforçar as medidas de higiene, evitar contato com pessoas doentes e grandes aglomerações são as medidas mais eficazes para prevenção da gripe. Em caso de adoecimento, procure atendimento médico, especialmente se você tem risco para doença grave, não foi vacinado ou está com falta de ar.