4 notícias sobre o vírus zika que você precisa saber

Aedes aegypti

1. Epidemia perde força no Brasil – mas pode se intensificar lá fora

Nesta segunda-feira (25), a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a epidemia de zika está em queda no Brasil, provavelmente devido ao fim do verão. A entidade estima que 1,5 milhão de brasileiros já foram infectados pelo micro-organismo transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Por outro lado, a OMS alerta que o número de casos deve aumentar nos próximos meses ao redor do mundo. Isso porque a temporada de calor no Hemisfério Norte está começando – só nos Estados Unidos, por exemplo, são esperadas até 4 milhões de infecções por zika. Ainda não dá para saber, contudo, se haverá uma reativação do vírus no futuro ou se ele chegará a zonas ainda não afetadas.

2. Mais casos de transmissão sexual

Em um relatório divulgado no último dia 21 de abril, a OMS divulgou que oito países já registraram transmissão por via sexual do vírus zika. São eles: Argentina, Chile, França, Itália, Nova Zelândia, Peru, Portugal e Estados Unidos. O dado reforça a orientação da própria OMS e do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) de que mulheres grávidas e seus parceiros usem preservativo, principalmente aqueles que vivem em áreas endêmicas ou que visitaram essas regiões. No dia 19, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde também adotou a recomendação, enfatizando que a camisinha (masculina ou feminina) é importante para prevenir que a futura mãe e seu bebê sejam infectados pelo micro-organismo.

3. Oferta de repelentes a gestantes

Na sexta-feira (22), a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto que institui o programa de prevenção e proteção a gestantes em situações de vulnerabilidade socioeconômica contra o Aedes aegypti, que além da zika, transmite também os vírus da dengue e da febre chikungunya. As beneficiárias serão as grávidas que integram o programa Bolsa Família. Entre as ações previstas está a distribuição de repelentes de uso tópico a essas mulheres.

4. Zika no cérebro de bebês

Em um estudo publicado no dia 22 de abril na revista científica Cell, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, reforçaram a relação entre o zika e a microcefalia. Utilizando organoides cerebrais – estruturas criadas em laboratório que imitam o cérebro -, os cientistas avaliaram como o vírus afeta as células da massa cinzenta. Os resultados demonstram que esse micro-organismo tem preferência por células nervosas e que a gravidade da infecção depende de quando ela ocorre – se no início ou no final da gravidez. Segundo os achados da pesquisa, a probabilidade de o zika causar danos ao cérebro do bebê é maior no primeiro trimestre de gestação.