obesidade infantil

Criança Saudável .Excesso de peso é o principal gatilho do diabetes

Olhe em volta. Você pode não ver, mas cerca de uma em cada 11 pessoas no mundo tem diabetes. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou dados preocupantes. O número de casos da doença praticamente quadruplicou entre 1980 e 2014, atingindo a marca de 422 milhões de diabéticos no planeta. São 3,7 milhões de mortes relacionadas à doença. E adivinha quem está por trás dessa ameaça: a obesidade. 

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Cerca de 90% dos diabéticos têm o tipo 2, o mais fortemente associado aos hábitos de vida. “Classicamente, se explica o grande número de casos do diabetes pelo aumento da incidência da obesidade. E a obesidade está relacionada ao binômio: comemos mais e gastamos menos”, afirma o endocrinologista Amélio Godoy Matos, chefe do Serviço de Metabologia do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), do Estado do Rio de Janeiro.

Ainda que haja o fator genético na obesidade, é o ambiente que exerce maior influência, especialmente a alimentação, o sedentarismo e o estresse crônico, explica Matos. Por isso é tão importante cuidar da alimentação das crianças desde bem cedo. Quanto mais pais, pediatras e endocrinologistas se anteciparem e trabalharem em parceria para evitar ou reverter a obesidade na infância, melhor. Crianças obesas têm alto risco de diabetes tipo 2.

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Matos explica que 25% das crianças que têm obesidade cedo, por volta dos 5 anos de idade, possui alguma mutação em um dos seis genes relacionados ao ganho de peso, o que dificulta o tratamento. Para alguns casos, existe medicação específica, para a maioria, não. Felizmente, essas situações não são maioria. E as melhores armas para prevenir a obesidade e o diabetes continuam sendo uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas.

Principais fatores de risco: 

– Peso acima do ideal. 

– Vida sedentária. 

– Ansiedade e estresse. 

– Diagnóstico de pré-diabetes, isto é, diminuição da tolerância à glicose ou glicose de jejum alterada em exame laboratorial. 

– Pressão alta. 

– Colesterol e triglicerídeos elevados. 

– Parente de primeiro grau com diabetes. 

– Diabetes na gestação ou parto de bebê com peso superior a quatro quilos.

– Síndrome de ovários policísticos, depressão e outras doenças psiquiátricas. 

– Apneia do sono (paradas respiratórias durante o sono, associadas ou não ao ronco).

 

Saiba mais no site da Sociedade Brasileira de Diabetes: www.diabetes.org.br.

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