Governo alerta para necessidade de se vacinar contra a febre amarela

Um morador de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, morreu após contrair febre amarela. O caso fez com que o Ministério da Saúde divulgasse um alerta sobre a necessidade de se tomar a vacina contra a doença.

“Toda pessoa que reside ou vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata, que são Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela, deve se imunizar. A orientação se justifica porque a doença tem maior número de casos nos meses de dezembro a maio e a transmissão é considerada possível em grande parte do Brasil”, afirma a pasta em nota.

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O imunizante é ofertado no Calendário Nacional do SUS (Sistema único de Saúde. De acordo com o ministério, em 2016, foram mais de 16 milhões de doses enviadas aos Estados.

O último óbito ocorreu em 26 de dezembro, após o homem ficar dias internado. A relação com a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti foi confirmada pelo Instituto Adolfo Lutz e divulgada na quarta-feira. A vítima morava próxima a uma área de mata com macacos hospedeiros do vírus.

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Vacina

A melhor forma de se prevenir da doença é tomando a vacina. O imunizante pode ser manipulado a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas ou, a partir de seis meses, em situações de surto. Pelo Calendário Nacional, são administradas duas doses da vacina.

Pacientes com imunodeficiência devem passar por avaliação médica de risco-benefício antes de tomar o imunizante. Pessoas com histórico de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina contra febre amarela – ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina –, assim como pacientes com histórico de doenças do timo também devem buscar orientação.

As pessoas que planejam turismo rural, pescaria, visitação de reservas naturais, parques ecológicos, cachoeiras, rios, florestas, parques urbanos, bem como aqueles que praticam atividades laborais relacionadas ao extrativismo, à fauna e à flora em ambientes rurais e silvestres, também devem se prevenir da picada do mosquito usando roupas que protejam todo o corpo e repelentes e evitando ou reduzindo a exposição no horário de maior risco: entre 9h e 16h.

Estas medidas também são importantes para evitar doenças como a zika, dengue e chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito Aedes aegypti.

Febre amarela

Febre amarela pode ser transmitida por espécies silvestres do mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da zika
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Febre amarela pode ser transmitida por espécies silvestres do mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da zika

A doença é de curta duração, podendo se prolongar por até dez dias. Os sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia – a pele e os olhos ficam amarelos – e hemorragias – de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina. A gravidade varia em cada caso.

O tratamento é apenas assintomático. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em uma Unidade de Terapia Intensiva. Caso não consiga assistência médica, pode vir a óbito. O Ministério da Saúde recomenda às pessoas que suspeitarem de febre amarela a procurar um médico e informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas.

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